terça-feira, 6 de setembro de 2011

Paz Guerreira, Página 93 - Quarto parágrafo...

(...)" Os seres da natureza têm muito a nos ensinar. Nos momentos em que tudo parece perdido, o discípulo pode renovar-se e brilhar como nunca. Certas aves, como os falcões e as águias, têm características muito especiais, sempre foram mencionadas nas tradições como símbolo de poder e sapiência. Ao contrário de outras aves, quando vêem uma tormenta, vão diretamente de encontro a ela, não se escondem, nem ficam agitadas... Abrem suas asas poderosas e velozes e enfrentam a tormenta, superam as nuvens negras, a tempestade, os choque elétricos provenientes dos raios, sabe por quê?

Porque sabem que acima, para além da tormenta, está o brilho do Sol!"
(...)

      Não sei por quê, mas essa passagem teve um impacto bem profundo no meu ser, possivelmente pelo fato de eu não ser otimista... Pelo fato de sempre esperar o pior, de não botar fé que algo bom possa ocorrer...
Confesso que me esforço no quesito tentar ver por outras perspectivas que não as pessimistas, mas é como um mecanismo de autodefesa, entendem? Tenho medo de criar expectativas e de estas não serem cumpridas... É um tanto infantil da minha parte, mas fazer o quê...
      O medo é inerente ao ser humano, mesmo antes de ele ser corrompido pela sociedade... Também é uma característica essencial à sobrevivência de "n" indivíduos, afinal quando se está com medo é mais complicado realizar determinadas tarefas... O foda é que no meu caso é um medo tolo, as consequências dessas expectativas frustradas por vezes nem me afetam como eu esperava que afetassem, mas não consigo evitar de ficar receoso.
      É idiota, eu sei... Mas é verdade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário